Domingo=Ópera
Pois é, no passado domingo( depois de uma sexta -feira misteriosa),
nada como uma tarde cultural no Baltazar Dias.
Divididos por camarotes da 1.º Ordem:
no número 5: Mingos; Lália e Magna:
(eu, confesso que não vi 2 horas da ópera...esta estava centrada à esquerda do palco,
exactamente por baixo do meu Camarote...)
O que vi foi totalmente encavalitada na cadeira e quase a cair para a plateia!!!
para o música e direcção artística, para o libereto (João Aguiar) e para o Jardineiro e a Maria Amélia.

Para quem não foi...fica aqui um pequeno relato do que se passou no palco:
"Agosto de 1852. Chega ao Funchal D. Amélia Augusta de Beauharnais, imperatriz do Brasil, viúva de D. Pedro IV de Portugal (I do Brasil). A imperatriz acompanha a sua filha única, D. Maria Amélia, que vem procurar na Madeira alívio ou cura para a tuberculose. A bordo, os marinheiros celebram a chegada ao porto e saúdam a princesa. Em terra, o povo, em festa, espera o desembarque. José Maria, um jovem jardineiro da Quinta das Angústias, onde as visitantes ficarão instaladas, fica deslumbrado ao ver a princesa e apaixona-se irremediavelmente por ela. Os seus sentimentos não tardam a ser correspondidos, embora sem uma só troca de palavras. A partir deste momento, a acção centra-se neste amor, obviamente condenado, e na angústia com que a gente do Funchal segue a evolução da doença, porque D. Maria Amélia soube, pela sua simpatia, pelo seu interesse pelos pobres, conquistar a afeição de todos. Entretanto, o seu estado de saúde piora, mas o confessor da princesa ainda tem fé; notou que ela está apaixonada, embora não saiba por quem, e espera que esse sentimento auxilie a cura…No dia 1 de Dezembro, comemora-se o 21º aniversário de D. Maria Amélia. Enquanto se prepara a festa, a princesa e o jardineiro têm o seu primeiro diálogo e vencem a timidez. O jovem compara a sua amada à orquídea branca que trouxe para lhe oferecer.Mas, no final do dia, a princesa tem um colapso. A situação agrava-se rapidamente nas semanas seguintes. A gente da quinta e o povo do Funchal oram, sem cessar, pelas melhoras de D. Maria Amélia. Uma mulher vem dizer que um «vento milagroso» cobriu de flores o altar-mor da capela da Senhora das Angústias e todos interpretam isto como um sinal de cura. Mas é um engano.Desesperado, José Maria tenta ver a princesa, entregar-lhe um ramo de flores. Porém, ela morre antes de poder vê-lo. Só então, por relutante consentimento do confessor, o rapaz pode ir depor nos braços do cadáver as flores que trazia e chorar junto ao leito, enquanto, lá fora, a multidão lamenta a morte da princesa.
É a madrugada de 4 de Fevereiro de 1853. "
E no fim, saímos todos a cantar "Náo sei como lidar com este sentimento( O AMOR)....
e até houve quem chorasse na sua primeira ida à Ópera e esgotasse os lenços de papel!
Mas é bonito ver , como a música, o teatro, as personagens e tudo o resto em harmonia, conseguem "arrancar"o mais sincero sentimento de "AMOR"!
Para quem não foi...fica aqui um pequeno relato do que se passou no palco:
"Agosto de 1852. Chega ao Funchal D. Amélia Augusta de Beauharnais, imperatriz do Brasil, viúva de D. Pedro IV de Portugal (I do Brasil). A imperatriz acompanha a sua filha única, D. Maria Amélia, que vem procurar na Madeira alívio ou cura para a tuberculose. A bordo, os marinheiros celebram a chegada ao porto e saúdam a princesa. Em terra, o povo, em festa, espera o desembarque. José Maria, um jovem jardineiro da Quinta das Angústias, onde as visitantes ficarão instaladas, fica deslumbrado ao ver a princesa e apaixona-se irremediavelmente por ela. Os seus sentimentos não tardam a ser correspondidos, embora sem uma só troca de palavras. A partir deste momento, a acção centra-se neste amor, obviamente condenado, e na angústia com que a gente do Funchal segue a evolução da doença, porque D. Maria Amélia soube, pela sua simpatia, pelo seu interesse pelos pobres, conquistar a afeição de todos. Entretanto, o seu estado de saúde piora, mas o confessor da princesa ainda tem fé; notou que ela está apaixonada, embora não saiba por quem, e espera que esse sentimento auxilie a cura…No dia 1 de Dezembro, comemora-se o 21º aniversário de D. Maria Amélia. Enquanto se prepara a festa, a princesa e o jardineiro têm o seu primeiro diálogo e vencem a timidez. O jovem compara a sua amada à orquídea branca que trouxe para lhe oferecer.Mas, no final do dia, a princesa tem um colapso. A situação agrava-se rapidamente nas semanas seguintes. A gente da quinta e o povo do Funchal oram, sem cessar, pelas melhoras de D. Maria Amélia. Uma mulher vem dizer que um «vento milagroso» cobriu de flores o altar-mor da capela da Senhora das Angústias e todos interpretam isto como um sinal de cura. Mas é um engano.Desesperado, José Maria tenta ver a princesa, entregar-lhe um ramo de flores. Porém, ela morre antes de poder vê-lo. Só então, por relutante consentimento do confessor, o rapaz pode ir depor nos braços do cadáver as flores que trazia e chorar junto ao leito, enquanto, lá fora, a multidão lamenta a morte da princesa.
É a madrugada de 4 de Fevereiro de 1853. "
E no fim, saímos todos a cantar "Náo sei como lidar com este sentimento( O AMOR)....
e até houve quem chorasse na sua primeira ida à Ópera e esgotasse os lenços de papel!
Mas é bonito ver , como a música, o teatro, as personagens e tudo o resto em harmonia, conseguem "arrancar"o mais sincero sentimento de "AMOR"!



